Malaquias 3:1 – Cumprimento profético.

 

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“Eis que envio o meu mensageiro e ele terá de desobstruir o caminho diante de mim.” (Malaquias 3:1a)

Quem foi este “mensageiro”? O escritor bíblico Marcos combinou a profecia de Malaquias 3:1 com a de Isaías 40:3 e aplicou ambas a João, o Batizador.(Marcos 1:1-4) Também Jesus Cristo identificou mais tarde esse “mensageiro” como sendo João. (Mateus 11:10-14). Ele devia preparar o caminho para vinda de Jeová em julgamento, por aprontar os israelitas para vinda do Principal Representante de Deus, Jesus Cristo.

 

O envio de João com antecipação foi uma expressão da benevolência de Deus para com os judeus. Estes, em relação pactuada com Jeová, precisavam arrepender-se de seus pecados contra a lei. João endireitou as questões religiosas e expôs a hipocrisia religiosa. (Mateus 3:1-3, 7-12) Estimulou os judeus sincero a aguardar o Cristo, para que o seguissem. – João 1:35-37.

 

“‘E repentinamente virá ao Seu templo o verdadeiro Senhor, a quem procurais, e o mensageiro do pacto, em quem vos agradais. Eis que virá certamente’, disse Jeová dos exércitos.” (Malaquias 3:1b)

 

Quem era “o verdadeiro Senhor” que viria “repentinamente” ou inesperadamente ao seu templo? A expressão hebraica usada é ha·’A·dhóhn. O uso do artigo definido ha (“o”) antes do título ‘A·dhóhn (“Senhor; Amo”) limita a aplicação deste título exclusivamente a Jeová Deus. De fato, é ao “Seu templo” que Jeová havia de vir. — Habacuque 2:20; Salmo 11:4.

 

Depois de mencionar um mensageiro, Malaquias indicou que “o verdadeiro Senhor” viria ao “Seu templo” acompanhado por outro mensageiro, um diferente, “o mensageiro do pacto”. Quem seria este? Pois bem, em vista de como as coisas resultaram, é razoável concluir que “o mensageiro do pacto” seja Jesus Cristo, a quem João, o Batizador, apresentou aos seus discípulos como “o Cordeiro de Deus”. (João 1:29-34) De que “pacto” é o Messias “o mensageiro”? A evidência de Lucas 1:69-75 e de Atos 3:12, 19-26 sugere que se trata do pacto abraâmico, à base do qual os judeus eram os primeiros a receberem a oportunidade de se tornar herdeiros do Reino.

“O verdadeiro Senhor”, Jeová, não veio pessoalmente ao templo literal em Jerusalém. (1 Reis 8:27) Ele veio representativamente, isto é, por meio de seu “mensageiro do pacto”, Jesus Cristo, que veio em nome de Jeová e com o apoio do espírito santo Dele.[1]

 

30 EC, Jesus veio ao templo de Jeová em Jerusalém e expulsou os que faziam dele “uma casa de comércio”. (João 2:13-16) Mas este foi apenas um indício do que havia de vir em cumprimento da profecia de Malaquias. Depois deste incidente, João, como ‘o mensageiro’, continuou a batizar e a dirigir seus discípulos a Jesus. (João 3:23-30) No entanto, em 9 de nisã de 33 EC, Jesus fez a sua entrada triunfal em Jerusalém, apresentando-se como Rei. (Mateus 21:1-9; Zacarias 9:9) João havia terminado a sua obra, tendo sido decapitado por Herodes aproximadamente um ano antes. Portanto, quando Jesus veio ao templo, em 10 de nisã, ele veio oficialmente como “o mensageiro do pacto”, o representante judicial do “verdadeiro Senhor”, Jeová, em cumprimento de Malaquias 3:1. Jesus limpou o templo, lançando fora os que faziam comércio nele e derrubando as mesas dos cambistas. Dizia: “Não está escrito [em Isaías 56:7]: ‘Minha casa [i.e., a de Jeová] será chamada casa de oração para todas as nações?’ Mas vós fizestes dela um covil de salteadores.” — Marcos 11:15-18.

 

Os líderes religiosos de Israel foram assim avisados de que chegara a hora deles. Como classe, negaram-se a aceitar “o mensageiro do pacto” de Jeová. Não ‘agüentaram o dia da sua vinda’, porque se recusaram a se sujeitar humildemente ao processo de refinação do Grande Refinador. (Malaquias 3:2, 3) Eles mereciam ser peneirados e jogados fora como merecedores de destruição. Evidentemente, porém, havia alguns dos “filhos de Levi” que tinham bom coração, porque pouco depois da morte de Jesus “uma grande multidão de sacerdotes [levíticos] começou a ser obediente à fé”. — Atos 6:7.

 

Em 11 de nisã, o dia depois de ele ter limpado o templo, Jesus expôs vigorosamente os hipócritas religiosos, e predisse a destruição do templo e do sistema de coisas judaico. (Mateus, capítulos 23, 24) Deveras, “o Deus da justiça” sobreveio como “testemunha veloz” àquela nação judaica 37 anos mais tarde, em 70 EC, quando eles foram alcançados pelo “grande e atemorizante dia de Jeová”. (Malaquias 2:17; 3:5; 4:5, 6) Naquela ocasião, o Israel, coletivamente, como organização qual árvore que deixara de produzir frutos excelentes, foi ‘cortado e lançado no fogo’ por meio da destruição às mãos dos romanos. (Lucas 3:3-14) Tudo isso aconteceu ‘porque não discerniu o tempo de ser inspecionado’. — Lucas 19:44.

 

 

A menos que seja indicada outra fonte, todas as publicações citadas são produzidas pelas Testemunhas de Jeová.

 

 

[1] Em diversas ocasiões, mensageiros angélicos falaram como se fossem Jeová Deus, porque agiram como representantes de Jeová. — Gênesis 31:11-13; Juízes 2:1-3; veja Gênesis 16:11, 13

 

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