Os “Dez Mandamentos” com seu sábado semanal devem ser guardados pelos cristãos?

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Essa matéria foi feita com base no que é dito pelos defensores da guarda do Sábado. Veremos com base bíblica se os Cristãos devem guardar realmente o Sábado, vejamos:

.  A lei foi dada no Éden?

 

Primeiro, o texto de Gênesis 2:3 constitui a declaração de um fato (que Deus descansou no sétimo dia) e não uma ordem ou lei. Portanto usar esse texto como lei significa “ir além das coisas que estão escritas” – 1 Coríntios 4:6.*

 

Segundo, Adão não poderia ter recebido o Decálogo (dez mandamentos) quando estava sozinho no Paraíso, pois ele não tinha pai ou mãe para honrar (5° mandamento), não tinha como assassinar alguém (6° mandamento), nem como cometer adultério (7° mandamento), ou dar falso testemunho (8° mandamento).

 

A primeira menção do sábado como lei, e dos Dez Mandamentos ocorre após a saída dos israelitas do Egito. 1 João 3:4 afirma que “o pecado é aquilo que é contra a lei”. Assim é claro que, antes disso, havia leis para humanidade – desde o principio dela: leis contra apropriar-se indevidamente de algo não pertence à pessoa ( Gn 2:17), da união vitalícia no casamento (Gn 2:24), da chefia na familia (Gn 18:12) da circuncisão (Gn 17:11,12), da responsabilidade familiar (Gn 31:30-32), da propriedade comunal (Gn 31:14-16), da custódia (Gn 37:21,22,29,30), e contra imoralidade sexual, para se mencionar apenas alguma delas – Gênesis 38:24-26; 34:7.

 

São conhecidas como leis patriarcas, devido o período em que coexistiram. Isso explica porque a Bíblia menciona que Abraão observou certas “ordens”, “estatutos” e “leis” de Deus (Gn 26:5).

Mas nenhuma dessas regras de conduta havia sido reunida em 10 leis principais, nem a necessidade de tirar tempo para coisas espirituais havia sido transformada numa lei reservar um dia especifico da semana, como ocorreu quando foi feito o pacto da Lei.

 

Somente após a libertação dos israelitas do Egito, uns 2.500 anos depois da criação de Adão e Eva, é que Deus primeiramente ordenou a observância dum sábado semanal. Indicando que a lei do sábado era algo novo, Moisés observou: “Não foi com os nossos antepassados que Jeová concluiu este pacto mas conosco, todos que aqui estamos vivos” – Deuteronômio 5:3.

 

Vale ressaltar que antes de o sábado semanal ter sido dado como lei, outras leis já haviam sido dadas por ocasião da saída dos israelitas do Egito – Êxodo 13:1,2,6-9; 15:23,25.

Deuteronômio 5:15 diz: “E tens de lembrar-te de que tornastes escravo na terra do Egito e que Jeová, teu Deus, passou  a faze-te sair de lá com mão forte e braço estendido. É POR ISSO que Jeová, teu Deus, te mandou observar o dia de sábado.” Visto que a lei da guarda do sábado foi dada como lembrete comemorativo da saída dos israelitas do Egito, não poderia ter sido dada antes desse evento.

 

Falando de si mesmo como representando a inteira nação israelita. Paulo afirmou: “De fato, eu estava uma vez vivo à parte da lei; mas, ao chegar o mandamento, o pecado passou a viver novamente, mas eu morri” (Rom 7:9). Paulo estava se referindo ao décimo mandamento do Decálogo: “Não deves cobiçar” (Rom 7:7).

 

Visto que essa norma foi dada no Decálogo junto com as demais nove normas, ele estava falando em especial do Decálogo. Ele mostrou que o povo de Deus “estava uma vez vivo à parte da lei”, quando tal lei não existia. Após isso, ele disse que o mandamento ‘chegou’, isto é, passou a existir. Torna-se, pois, claro que a inteira Lei mosaica, incluindo o Decálogo, não foi dada desde a criação do homem; ela foi dada após a saída de Israel do Egito.

 

Assim, além de não haver evidência da guarda de um sábado semanal desde a criação, HÁ EVIDÊNCIA de que ele foi dado como lei após a saída de Israel do Egito. Portanto a premissa de que a guarda do sábado existe desde a criação, e de que continuou entre os patriarcas antes da Lei mosaica, não subsiste a um exame mais detido das Escrituras. Assim tais premissas não podem ser usadas para se afirmar que o sábado semanal deve ser observado pelos cristãos.

 

MESMO QUANDO ALGO TENHA REALMENTE SIDO DADO NA CRIAÇÃO E PERMEIE TODO O PERIODO DO POVO DE DEUS ANTES DO CRISTIANIMO. ISSO NÃO SIGNIFICA QUE PERMANEÇA NO CRISTIANISMO.

 

Exemplo: a ordem divina “crescei e multiplicai-vos” (Gn 1:27) Entre os patriarcas e no período de Israel era lei e era cumprida. Tanto que um mulher que não pudesse ter filhos era um vitupério. Mas no cristianismo foi incentivado o estado de solteiro. Paulo escreveu: “O homem não casado está ansioso das coisas do Senhor, de como pode ganhar a aprovação do Senhor. Mas o homem casado está ansioso das coisas do mundo, de como pode ganhar a aprovação de sua esposa, e ele está dividido. Além disso, a mulher não casada, e a virgem, está ansiosa das coisas do Senhor, para que seja santa tanto no seu corpo como no seu espírito. No entanto, a mulher casada está ansiosa das coisas do mundo, de como pode ganhar a aprovação de seu marido. Mas, digo isso para a vossa vantagem pessoal, não para vos armar um laço, mas para induzir-vos ao que é decente e ao que significa assistir constantemente ao Senhor, sem distração. … Conseqüentemente, também faz bem aquele que der a sua virgindade em casamento, mas, aquele que não a der em casamento fará melhor.” (1 Cor. 7:32-35, 38). Assim, mesmo que o sábado tivesse sido dado como lei desde a criação, isso não significa que tenha permanecido no cristianismo.

 

* Obs: Os sabatistas afirmam que, segundo o livro de Gênesis, o sábado foi estabelecido como lei para o ser humano na Criação, quando só havia Adão e Eva. Contudo, o texto de Gênesis 2:2 e 3 apenas declara o que DEUS fez após a criação. É a declaração de um fato e não uma ordem ao ser humano. Além disso, os “dias” da Criação não são de 24 horas, por motivos bíblicos e científicos. Se fossem dias de 24 horas, tendo literais “noitinha” e “manhã”, como explicar que a divisão de “noite” e “dia” só ocorreu no quarto “dia” criativo? Que dizer dos três dias anteriores? (Gn 1:5, 8, 13, 14-19) É claro que o “sétimo dia” de Deus, assim como os seis anteriores, são longos períodos de tempo.

 

. Os cristãos devem guardar o sábado?

 

Deuteronômio 4:13 mostra claramente que os Dez Mandamentos vieram junto com o pacto (concerto) da Lei dada a Israel (não antes), tanto que Moisés chegou a dizer que os Dez mandamentos SÃO o concerto (pacto).

 

O conjunto de lei dado a Israel definiu o pecado claramente. Gálatas 3:19 diz: “POR QUE, ENTÃO, A LEI? Ela foi ACRESCENTADA PARA TORNAR MANIFESTAS AS TRANSGRESSÕES, até que chegasse o descendente a quem se fizera a promessa.” Que lei torna manifesta o pecado? A inteira Lei dada a Israel, mas principalmente os Dez mandamento, pois Paulo disse: “Eu não teria conhecido a cobiça, se a Lei dissesse: ‘Não deveis cobiçar’” (10° mandamento dos Dez).

 

Assim, os Dez Mandamentos faziam parte da Lei que foi acrescentada. Acrescentada ao que? A promessa feita a Abraão (Gál 3:16).

 

De fato, Paulo fala que “a Lei… VEIO à existência quatrocentos e trinta anos depois da promessa a Abraão” (Gál 3:17). Ou seja, OS DEZ MANDAMENTOS, JUNTO COM AS DEMAIS LEIS DO PACTO DA LEI, VIERAM A EXISTIR 430 ANOS DEPOIS DA PROMESSA DE DEUS A ABRAÃO! E até quando a Lei permaneceria? Paulo respondeu: “Até que chegasse o descendente a quem fizera a promessa” (Gál 3:19).  Quem é esse descendente? Paulo explicou: ““E a teu descendente”, que é Cristo” (Gál 3:16).

A clareza das Escrituras é simplesmente cristalina! Com a vinda de Cristo, sua vida terrestre e sua posterior morte, houve uma delas sendo o fim do pacto da lei (que incluía os Dez Mandamentos). Como esclareceu Paulo: “Deus enviou seu Filho, que veio a proceder duma mulher e que veio estar debaixo de lei, PARA LIVRAR POR MEIO DUMA COMPRAR AOS DEBAIXO DE LEI, para que nós da nossa parte recebêssemos a adoção como filhos” (Gál 4:4,5).

 

Mas alguém poderia dizer: Então os cristãos podem matar, roubar, adulterar etc.?  O apostolo Paulo devia estar acostumado a lidar com tal questionamento, pois ele disse: “Cometeremos pecados porque NÃO ESTAMOS DEBAIXO DE LEI, mas debaixo da benignidade imerecida?”, ele afirmou: “Que isso nunca aconteça!” (Rom 6:15). Por que ele podia dizer isso? Ele explicou: “Vos tornastes obediente de coração àquela FORMA DE ENSINO A QUE FOSTES ENTREGUE” (Rom 6:17). Assim, ele mostrou que o cristianismo possui princípios e normas contra o pecado. Isso é chamado de “lei do Cristo” (Gál 6:2).

 

Então, vejamos o que entendo que ficou definido até agora: A Bíblia mostra que A GUARDA do sábado (o sábado como lei) foi dada após a saída de Israel do Egito (Êx cap. 16;  Deut 5:1-3,15). E o que acredito que devemos é o que ela diz, e não suposições humanas. Mesmo que tivesse sido dada COMO LEI desde a criação, ainda não significaria que permaneceria no cristianismo ( Veja o exemplo que dei, de Gênesis 1:27 e 1 Coríntios 7:32-38).

 

. Existe diferença entre Lei de Deus e lei de Moisés?

 

Os defensores da guarda do Decálogo pelos cristãos propõem essa separação, afirmando que somente o Decálogo é “lei do Senhor”, ao passo que a chamada “lei cerimonial” contendo “ordenanças”, “estatutos” e “juízos” são a “lei de Moisés”. Mas, será que as Escrituras sustentam tal separação entre o conjunto de leis dado a Israel?

 

Esdras 7:10, ACRF: “Porque Esdras tinha preparado o seu coração para buscar a lei do SENHOR e para cumpri-la e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos.”

 

Observe que a “lei do SENHOR [Jeová]” não incluía apenas o Decálogo, mas também “estatutos” e “juízos” – ou seja, todo o conjunto de leis dado a Israel era, de fato, “a lei do SENHOR”.

 

Salmos 119:1-8, IBB: “Bem-aventurados os que trilham com integridade o seu caminho, os que andam na lei do Senhor! Bem-aventurados os que guardam os seus testemunhos, que o buscam de todo o coração, que não praticam iniquidade, mas andam nos caminhos dele! Tu ordenaste os teus preceitos [“mandamentos”, Al], para que fossem diligentemente observados. Oxalá sejam os meus caminhos dirigidos de maneira que eu observe os teus estatutos! Então não ficarei confundido, atentando para todos os teus mandamentos. Louvar-te-ei com retidão de coração, quando tiver aprendido as tuas retas ordenanças. Observarei os teus estatutos; não me desampares totalmente!”

 

Como torna clara a parte transcrita do salmo bíblico acima, a “lei do Senhor” continha “testemunhos”, “estatutos”, “mandamentos” e “ordenanças” – enfim, consistia na INTEIRA Lei dada a Israel.

 

1 Crônicas 16:40, ACRF: “Para oferecerem holocaustos [sacrifícios] ao SENHOR continuamente, pela manhã e à tarde, sobre o altar dos holocaustos; e isto segundo tudo o que está escrito na lei do SENHOR que tinha prescrito a Israel.”

 

2 Crônicas 31:3, ALA: “A contribuição que fazia o rei da sua própria fazenda [“propriedades”, CNBB] era destinada para os holocaustos, para os da manhã e os da tarde e para os holocaustos dos sábados, das Festas da Lua Nova e das festas fixas, como está escrito na Lei do SENHOR.”

 

Assim, a chamada “lei cerimonial”, que continha os sacrifícios, era também “Lei do SENHOR”.

 

Neemias 10:29, ACRF: “Firmemente aderiram a seus irmãos os mais nobres dentre eles, e convieram num anátema e num juramento, de que andariam na lei de Deus, que foi dada pelo ministério de Moisés, servo de Deus; e de que guardariam e cumpririam todos os mandamentos do SENHOR nosso Senhor, e os seus juízos e os seus estatutos.”

 

Note que a “lei de Deus” incluía “mandamentos”, “juízos” e “estatutos”, não apenas o Decálogo. Assim, a inteira Lei dada a Israel é, de fato, “lei de Deus”. Ela foi também chamada de “lei de Moisés” por ter sido dada mediante Moisés, como explica o texto acima.

 

Mateus 15:4a: “Deus disse: Honra teu pai e tua mãe.” (Quinto mandamento.) – Bíblia Ave Maria; veja também BJ, CNBB, BP.

 

Marcos 7:10a: “Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe.” – ALA.

 

Não vamos entender dos dois versículos acima que o Decálogo seja tanto de Deus quanto de Moisés, muito menos que os dois (Deus e Moisés) sejam a mesma pessoa, ou o mesmo ser, conforme daria a entender o raciocínio trinitarista, pela conclusão a que costumam chegar quando um termo é usado para dois seres distintos. Na realidade, o que ocorreu é que a inteira Lei dada a Israel, a qual incluía o Decálogo, foi dada por Deus mediante Moisés. João 1:17a confirma essa conclusão: “Porque a Lei foi dada por intermédio de Moisés.”

 

Lucas 2:22-24, Al: “E, cumprindo-se os dias da purificação, segundo a lei de Moisés [Levítico 12:2], o levaram [i.e. Jesus] a Jerusalém, para o apresentarem ao Senhor (segundo o que está escrito na lei do Senhor: Todo macho primogênito será consagrado ao Senhor [Êxodo 13:2]) e para darem a oferta segundo o disposto na lei do Senhor: um par de rolas ou dois pombinhos [Levítico 12:8].”

 

Observe que as leis referentes à purificação e à oferta ligada a ela foram mencionadas tanto como “lei de Moisés” como também “lei do Senhor”. Foram chamadas de “lei do Senhor” devido à sua origem, ou procedência, e de “lei de Moisés”, tendo em vista quem as transmitiu à nação de Israel.

 

Assim, o exame honesto das Escrituras mostra claramente que a separação entre “lei de Deus” e “lei de Moisés” não tem respaldo bíblico. A inteira Lei dada a Israel era de Jeová Deus, dada através de Moisés.

 

. Lei Moral e lei Cerimonial?

 

Os que propõem a obrigatoriedade do Decálogo para os cristãos separam a Lei dada a Israel em duas partes: “Lei moral” (que qualificam como sendo os chamados “Dez mandamentos”) e “Lei cerimonial” (que para eles são as demais leis). Segundo eles, estas últimas é que tiveram fim, ao passo que o Decálogo, segundo eles, continua obrigatório para os servos de Deus no arranjo cristão.

Famoso Sermão do Monte, ele citou leis do Decálogo e das demais leis sem fazer qualquer separação entre elas. Observe isso nos versículos abaixo:

 

Mateus 5:21: “Ouvistes que se disse aos dos tempos antigos: ‘Não deves assassinar; mas quem cometer um assassínio terá de prestar contas ao tribunal de justiça.’”Nesse versículo Jesus citou juntos o 5.º mandamento do Decálogo e aspectos da lei judicial. – Le 24:17; De 17:9.

 

Mateus 5:23, 24: “Se tu, pois, trouxeres a tua dádiva ao altar e ali te lembrares de que o teu irmão tem algo contra ti, deixa a tua dádiva ali na frente do altar e vai; faze primeiro as pazes com o teu irmão, e então, tendo voltado, oferece a tua dádiva.” Aqui ele citou da lei religiosa (relativa à oferta de sacrifícios) e da lei civil. – De 16:16; Le 19:17.

 

Mateus 5:27, 31: “Ouvistes que se disse: ‘Não deves cometer adultério.’ Outrossim, foi dito: ‘Quem se divorciar de sua esposa, dê-lhe certificado de divórcio.’”Note que Jesus prosseguiu citando tanto do Decálogo como de outras leis, como essa que regia os tratos conjugais. – Êx 20:14; De 24:1.

 

Mateus 5:33: “Novamente, ouvistes que se disse aos dos tempos antigos: ‘Não deves jurar sem cumprir, mas tens de pagar os teus votos a Jeová.’” Nesse versículo, o Filho de Deus citou das leis religiosas, que diziam respeito à obrigação dos membros da nação de Israel para com o seu Deus, Jeová. – Le 19:12; Núm 30:2; De 23:21.

 

Mateus 5:38 43a: “Ouvistes que se disse: ‘Olho por olho e dente por dente.’ Ouvistes que se disse: ‘Tens de amar o teu próximo.’” Os versos acima citam das leis judiciais e das leis que regem os tratos entre si dos membros da nação. Êx 21:24; Le 24:20; De 19:21; Le 19:18.

 

Observe que em parte alguma Jesus declarou ou mesmo deixou transparecer que a Lei de Deus dada por meio de Moisés à nação de Israel fosse dividida em parte “moral” e parte “cerimonial”, muito menos que a chamada “lei cerimonial” iria findar ao passo que a chamada “lei moral” não. A soma de todas elas constituía um conjunto indiviso da legislação que o Criador deu à nação de Israel. Em razão disso, lemos no Salmo 78:5: “E ele passou a suscitar uma advertência em Jacó e pôs UMA LEI em Israel.” Sabemos que o código da Lei era constituído por mais de 600 leis individuais. No entanto, como se tratava de um conjunto unificado de leis quanto à origem divina e, consequentemente, quanto à importância, o salmo adrede citado menciona esse código legislativo, ou constituição nacional, como sendo “UMA lei”.  Assim, a divisão da Lei em duas, visando favorecer a continuidade de uma dessas partes, não tem base bíblica.

 

 

 

. Textos usados para defender a guarda do sábado para os cristão.

 

“Sábado foi feito por causa do homem” (Mr 2:27), quanto à afirmação de Cristo, isso tem que ser entendido dentro do contexto da Bíblia inteira, a qual mostra que o sábado como lei não permaneceu para os cristãos. A palavra “homem” (ánthropos) não tem aplicação somente à humanidade em geral. Pode ser referir a um israelita (Lc 5:20; Mt 15:24), a um filho (Mt10:35) etc. Note a frase “Agripa disse a Festo: “Eu mesmo também gostaria de ouvir o homem”” (Atos 25:22)

 

Agripa não queria ouvir toda a humanidade, mas um homem especifico, o judeu Paulo de Tarso. “verdadeiramente, todas as coisas são limpas, mas é prejudicial para o homem que come com motivo para tropeço” (Rom 14:20). “O homem” aqui não se aplica a todo ser humano. Paulo estava falando dos cristãos. Assim como em Mr 2:27 esse textos citam ánthropos com o artigo definido.

 

Em Efésios 6:1-3 Paulo faz alusão ao 5° mandamento mostrando que até na Lei já removida era obrigação obedecer aos pais. Mas ele não disse: ‘Filho, sede obediente aos vossos pais em união com o Senhor porque o 5° mandamento ordena isso, mas porque “isto é justo”.

 

Quanto a Romanos 13:8-10, esse texto prova justamente o CONTRARIO do que intentam os sabatistas.  Diz: “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o seu próximo tem cumprido a lei. Pois o código da lei: ‘Não deves cometer adultério, não deves assassinar, não deves furtar, não deves cobiçar’, e qualquer outro mandamento que haja [isso inclui o sábado], está englobado nesta palavra, a saber: ‘Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo’. O amor não obra o mal para com o próximo; portanto, o amor é cumprimento da lei.” Em outras palavras os mandamentos a Lei mosaica se tornam desnecessários no cristianismo, que pratica o amor acima de tudo.

 

Quanto a Romanos 3:31: “Abolimos então a lei por meio de nossa fé?… Ao contrário, estabelecemos lei.” Note que não diz: “Estabelecemos A Lei.” Está falando de “lei em sentido genérico, porque no cristianismo também há normas. Se, se referisse à Lei dada a Israel, o verbo “estabelecer” seria incoerente. Paulo teria dito: “Restabelecemos” ou “mantemos A Lei”. Mas claro sentido do texto esta no versículo anteriores: “Onde está então a jactância? Está excluída. Por intermédio de que lei? A das obras? Não, deveras, mas por intermédio da lei da fé. Pois nós consideramos que o homem é declarado justo pela fé, à parte das obras da lei.” (Rom 3:27,28)

 

Visto que no cristianismo não há base para jactância, uma vez que a salvação não é merecida, não há base para continuidade da “lei das obras” (o Pacto da Lei com seu sábado semanal). Portanto, a “lei” a que Paulo disse ‘estabeleceram’ é A LEI DA FÉ, que veio por meio de Cristo.

 

. A Lei dada a Israel “Perpétua”?

 

Êxodo 31:16, 17a, IBB: “Guardarão, pois, o sábado os filhos de Israel, celebrando-o nas suas gerações como pacto perpétuo. Entre mim e os filhos de Israel será ele um sinal para sempre.”

 

O texto acima é frequentemente usado pelos proponentes da continuidade do Decálogo. Mas, analisando tal texto serenamente, sem ideias preconcebidas, o máximo que tal passagem aparentemente provaria é que o Decálogo permaneceria “para sempre” para os israelitas naturais. Além disso, o fato de a guarda do sábado ter sido mencionada como “sinal” entre Jeová e o Israel natural prova que tal prescrição não foi dada a outros povos. Caso contrário, não seria um “sinal” entre Jeová e os israelitas naturais. – Veja o Salmo 147:19, 20; Amós 3:1, 2.

 

Mas o ponto em questão, que estabelece a verdade sobre a questão da continuidade do Decálogo com seu sábado semanal, reside na correta tradução do termo hebraico que foi erroneamente vertido por ‘perpétuo’ e “para sempre” nessa passagem. A palavra hebraica em questão é ‛oh·lám, que significa literalmente ‘um período indefinido’, razão pela qual é traduzida na NM por “tempo indefinido”.

A mesma palavra hebraica é usada para coisas que não tiveram continuidade. Veja os exemplos abaixo:

 

Circuncisão – Gn 17:7, 10, 11, 13b, IBB. Páscoa judaica – Êx 12:3, 6, 8, 11, 14, 24, ALA. Festividade dos pães não fermentados –  Êx 12:17, ACRF.  Sacerdócio arônico – Êx 40:13-15, Al; veja também Êxodo 29:9. Festividade de Pentecostes – Le 23:15, 16, 21, IBB. Dia da Expiação – Le 23:26-32, ALA. Ordenanças – Sal 119:160, IBB.

 

Em harmonia com o inteiro contexto bíblico, ao invés de usar palavras como “perpétuo” e “para sempre” nas passagens acima (como o fazem incorretamente várias traduções), a NM verte o termo hebraico ‛oh·lám corretamente por “tempo indefinido”. Do mesmo modo – e de forma coerente –, a NM verte ‛oh·lám em Êxodo 31:16, 17 também por “tempo indefinido”. Assim, essa passagem reza corretamente:

“E os filhos de Israel têm de guardar o sábado, a fim de celebrar o sábado nas suas gerações. É um pacto por tempo indefinido. É um sinal entre mim e os filhos de Israel por tempo indefinido, porque em seis dias Jeová fez os céus e a terra, e no sétimo dia repousou e passou a tomar fôlego.”

 

. O que é feito pelo “dedo de Deus” tem de ser eterno?

 

Essa é outra pretensão dos que defendem a permanência do Decálogo – o fato de este ter sido escrito pelo “dedo de Deus”. (Êxodo 31:18) Mas seria isso uma evidência da suposta eternidade do Decálogo?

 

A terceira praga que Jeová desferiu contra o Egito – a praga de borrachudos (“piolhos”, Als; “mosquitos”, CBC; So) – não pôde ser imitada pelos sacerdotes-magos de Faraó, e estes chegaram a admitir: “É o dedo de Deus!” (Êxodo 8:19) No entanto, essa praga não permaneceu para sempre. Ela findou, assim que cumpriu seu objetivo. Portanto, nem tudo o que é feito pelo “dedo de Deus” tem, necessariamente, permanência eterna.

 

O “dedo de Deus” é, na realidade, Seu espírito santo, a força que emana de Jeová e que Ele usa para realizar Sua vontade. (Compare Mateus 12:28 com Lucas 11:20.) Mas, nem tudo o que é realizado por meio do espírito de Deus é eterno. Por exemplo, os dons do espírito, que Jeová proveu à primitiva congregação cristã no primeiro século para provar que esse grupo era a partir de então o Seu arranjo de aproximação a Ele, por fim cessaram por volta daquela mesma época, tendo cumprido o seu propósito. – 1 Coríntios 13:8-13.

 

Por conseguinte, o argumento dos proponentes da continuidade do Decálogo para os cristãos à base de esse ter sido escrito pelo “dedo de Deus” não tem respaldo nas Escrituras.

 

. Na arca do pacto versus fora da arca

 

Esse é outro detalhe apontado pelos proponentes da continuidade da guarda do Decálogo: este foi colocado dentro da arca do pacto ao passo que o livro da lei foi colocado fora (ao lado) dela.

 

Deuteronômio 10:2, ACRF: “E naquelas tábuas escreverei as palavras que estavam nas primeiras tábuas, que quebraste, e as porás na arca.”

 

Deuteronômio 31:26, IBB: “Tomai este livro da lei, e ponde-o ao lado da arca do pacto do Senhor vosso Deus, para que ali esteja por testemunha contra vós.”

 

Bem, apenas o fato de o livro da Lei ser também “Lei de Deus” e de conter ademais o Decálogo já elimina a pretensão de que esse detalhe da localização de ambos possa estabelecer alguma distinção entre esses. Na verdade, a própria Bíblia explica o motivo de o “livro da lei” ter sido colocado fora da “arca”: não por constituir uma lei inferior, mas sim “para que ali esteja por testemunha contra” os que voluntariamente se puseram sob a obrigação de obedecer ao inteiro pacto da Lei, mas que posteriormente se rebelassem contra tal Lei. (Deuteronômio 31:26) Ou seja, por estar disponível à leitura, tal “livro” servia de “testemunha”, impedindo qualquer tentativa de justificar o não cumprimento da Lei por uma alegação de ignorância em relação a ela. Os levitas foram orientados por Deus a ensinar a inteira Lei ao povo. (Deuteronômio 31:11; 33:8, 10; 2 Crônicas 17:9) Além disso, os reis da nação israelita teriam de escrever uma cópia da inteira Lei e lê-la “todos os dias da sua vida”. (Deuteronômio 17:18-20) Tudo isso tornava o livro da Lei uma “testemunha” contra todos os que violassem o pacto da Lei.

 

Portanto, a localização quer das tábuas de pedra quer do livro da Lei não tem nada a ver com a permanência quer do Decálogo quer das demais leis.

 

Assim, estes três primeiros artigos do tema acima mostraram que o conjunto de conceitos (apresentado no início do primeiro artigo), separando a Lei dada a Israel em duas partes – o Decálogo e as demais leis – com o intuito de promover a perpetuidade da primeira, não tem base bíblica.

 

 

Uns dos textos mais usado pelos defensores do sábado é o texto de Tiago 2:10.

Veremos então:

 

. Será que Tiago 2:10 incentiva a guarda dos 10 mandamentos?

 

O contexto mostra que o assunto em pauta era a condenação de favoritismo entre os primitivos cristãos. (Tiago 2:1-4) Sobre isso, Tiago declara: “Mas, se continuardes a mostrar favoritismo, estais praticando um pecado, porque sois repreendidos pela lei como transgressores.” Que lei específica da Lei mosaica condenava o favoritismo? A lei encontrada em Levítico 19:15, que reza: “Não deveis fazer injustiça no julgamento. Não deves tratar com parcialidade ao de condição humilde e não deves dar preferência à pessoa do grande. Com justiça deves julgar o teu colega.”

 

Essa lei específica não faz parte dos Dez Mandamentos. Embora Tiago cite partes do Decálogo, ele também cita diretamente outra lei que não faz parte dele. (Tiago 2:8; Levítico 19:18)  Portanto, Tiago está fazendo alusão a “TODA a Lei”. (Tiago 10) Quem, portanto, quiser usar tal passagem como argumento de que o Decálogo ainda vigora, além de estar indo contra o “resto das Escrituras”, também estará se colocando sob a obrigação de guardar as demais leis do pacto da Lei, que incluía ofertas e sacrifícios. Isso significaria negar o resgate provido por Cristo. – 2 Pedro 3:16.

 

A afirmação de Tiago, de que quem ‘desse um passo em falso num só ponto da Lei teria se tornado ofensor contra todos eles’, encontra respaldo em Deuteronômio 27:26, onde lemos: “Maldito aquele que não puser em vigor as palavras desta lei por cumpri-las.” Todos os que estavam sujeitos à Lei, sendo imperfeitos, ficaram sob tal maldição. Sobre isso, o apóstolo Paulo explicou: “Pois todos os que dependem de obras da lei estão sob maldição; porque está escrito: ‘Maldito é todo aquele que não continuar em todas as coisas escritas no rolo da Lei, a fim de as fazer.’ Cristo nos livrou da maldição da Lei por meio duma compra, por se tornar maldição em nosso lugar, porque está escrito: ‘Maldito é todo aquele pendurado num madeiro.’” (Gálátas 3:10, 13) Assim, todos os que insistem na guarda do Decálogo – parte intrínseca da Lei mosaica – restituem para si mesmos tal maldição e desqualificam o sacrifício de Cristo no madeiro.

 

Ao invés de incentivar a guarda da Lei mosaica, Tiago afirma que os cristãos “hão de ser julgados pela lei dum povo livre”, ou “lei que pertence à liberdade”. (Tiago 2:12, nota.) Ele já havia feito alusão a essa lei em sua carta, no capítulo 1, versículo 25: “Mas aquele que olha de perto para a lei perfeita que pertence à liberdade e que persiste nisso, este, porque se tornou, não ouvinte esquecidiço, mas fazedor da obra, será feliz em fazê-la.” A Lei mosaica, incluindo seus Dez Mandamentos principais, não pertence à “liberdade”, pois ela produzia “escravidão”.

 

Isso foi trazido à atenção por Paulo, no capítulo 4 de Gálatas. Ele declarou: “Dizei-me, vós os que quereis estar debaixo de lei: Não dais ouvidos à Lei?” (Gálatas 4:21) Sua declaração mostra que, mesmo após tal Lei ter sido abolida, alguns cristãos insistiam em querer se sujeitar a ela. Após isso, Paulo usa a história envolvendo Sara e Agar para ilustrar “dois pactos, um do monte Sinai, que dá à luz filhos para a escravidão.” Que pacto foi feito no monte Sinai? Foi naquele monte que Moisés recebeu o Decálogo e grande parte das demais leis, e foi ao sopé desse monte que foi inaugurado o pacto da Lei. (Êxodo 19:18-20, caps. 20-23) Como Paulo claramente mostrou, os “filhos” ou aderentes desse pacto estavam em “escravidão”. Então ele conclui: “Por conseguinte, irmãos, somos filhos, não duma serva, mas da livre. Para tal liberdade é que Cristo nos libertou. Portanto, ficai firmes e não vos deixeis restringir novamente num jugo de escravidão.”  – Gálatas 4:31-5:1.

 

. Mateus 5:17-19 Jesus veio Destruir a Lei?

 

Os adventistas citam Mateus 5:17-19, que afirma que Jesus não veio destruir mas sim cumprir a Lei, para argumentar que os cristãos devem seguir o exemplo de Cristo por também cumpri-la. Mas de que “Lei” o texto está falando? O verso 19 fala de “MÍNIMO mandamentos”(“por menor que seja”, versão Almeida). Existe algum dos dez mandamentos que seja “mínimo” ou “menor” que os outros? É claro que Cristo se referia à INTEIRA Lei dada a Israel. Portanto, usar esse argumento implica em dizer que os cristãos devem guardar TODA a Lei – incluindo circuncisão, ofertas de cereais, sacrifícios de animais etc. Continuar em tais coisas seria negar o sacrifício de Cristo!

 

Segunda pergunta seria: como Cristo cumpriu TODA a Lei? O verbo grego usado é pleróo, que significa “completar”, “terminar” alguma coisa já iniciada, “levar ao fim”. (Léxico do NT Grego/Português de Gingrich e Danker). Assim Cristo não “destruiu” a Lei por viola-la, mas cumpriu por leva-la ao fim. Isso se torna claro pelas palavras seguinte de Jesus: “Antes passariam o céu e a terra, do que passaria uma só letra menor ou uma só partícula duma letra da lei sem que tudo SE CUMPRISSE”, ou seja, SE COMPLETASSE, finalizando (Mat 5:18). Além disso, esse significado se torna evidente porque o texto diz que Cristo veio cumprir também “os Profetas” – as profecias escritas que diziam respeito a ele.

 

Uma terceira pergunta seria: o que aconteceria com TODA a Lei depois que Cristo a completasse (a levasse ao fim)? O mesmo que aconteceria com as profecias cumpridas por ele. Tais profecias ficariam apenas registradas para nosso conhecimento. Se alguém tentasse cumprir novamente tais profecias seria o mesmo que dizer que Jesus não as cumpriu direito. Isso implicaria em dizer que ele não era o Messias (Cristo), e que, portanto, sua morte não teve valor algum! O mesmo se pode dizer da Lei (O verbo “cumprir” foi usado única vez para se referir à Lei e aos Profetas). Se alguém tentasse cumprir toda a Lei ou parte dela (como os Dez Mandamentos), ou apenas uma lei dela (como sábado semanal) seria o mesmo que dizer que Cristo não a cumpriu direito, desqualificando-o de ser o Messias e, por conseguinte, de ser nosso Salvador.

 

ISSO SERIA NEGAR O RESGATE QUE ELE PROVEU PARA NOSSA SALVAÇÃO! E o resgate é a doutrina centra do cristianismo – a doutrina de que Jesus Cristo veio para dar a sua vida para a salvação da humanidade.

 

Assim, observe o leitor a seriedade de ser insistir na guarda do sábado semanal ou qualquer lei do código de leis dado a Israel!

 

Matéria extraída do Site O Apologista da Verdade!

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