A Guarda do Sangue e a Bíblia

 

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Certas religiões permitem o uso do sangue? – Sim, porque teólogos confundem os ensinos bíblicos com explicações particulares. Para invalidar a proibição do sangue, dizem que o “sangue” não é uma “substância” única no corpo humano. Ou melhor explicando: dizem que a “alma” (sangue) do hebraico nefésh, tem nas escrituras vários significados diferentes, assim, impossibilitando a ideia central de não consumir ou transfundir sangue (o uso do sangue); eles acabam desviando as pessoas da verdade sobre a guarda do sangue.

O termo “alma” tem realmente cinco significados diferentes na Bíblia, como: 1) Sangue (Lev. 17:14). 2) Pessoa (Gên. 46:22,26,27). 3) Vida (Lev. 22:3). 4) Coração (Deut. 2:30). 5) Alma propriamente dita (1Ped. 2:11). Mas note que as Escrituras proíbem comer ou ingerir “sangue” (Lev. 17:14). Mas não proíbem transplantes de órgãos que as Testemunhas de Jeová fazem de pessoa para pessoa – dependendo apenas de sua própria consciência. Note que Gênesis 46:22, diz que os filhos de Raquel foram chamados de “almas”: “Estes foram os filhos de Raquel, que nasceram a Jacó. Todas as almas foram quatorze” (Novo Mundo). Agora compare com Levítico 17:11,12, que diz: “Porque a alma da carne está no sangue…”(João Ferreira d`Almeida). Embora a expressão “alma” sirva para designar os filhos de Raquel e também o sangue (fluído), são ainda coisas diferentes.

Esta distorção interpretativa que diz que o sangue é outras “cinco coisas” – e por isso invalidaria a proibição de usar o sangue – leva a desunião de propósitos revelados por Deus nas Escrituras, dentro de um discurso mal intencionado para tentar distrair os novos estudantes da Bíblia, visto que, os verdadeiros cristãos são caluniados por não usarem o sangue por ordem bíblica. O professor católico Felipe Aquino, da TV Canção Nova, inutiliza: “Na comunidade cristã o sangue foi proibido sim, mas para nós católicos isso não mais interessa”.


Mas a Alma então não é o sangue? – Note, a “alma” primeiramente é um homem ou um animal. “E Jeová passou a formar o homem… e o homem passou a ser uma alma vivente” (Gên. 2:7). “E Deus prosseguiu dizendo: “Produza a terra almas viventes segundo as suas espécies, animal doméstico, e animal movente, e animal selvático da terra…” (Gên. 1:24 ). Porém, não justifica esses pregadores dizerem que a “alma” é o centro da vida moral do homem, e esta será julgada – como uma outra forma de despistar a ‘proibição do sangue’. De fato, o sangue, em termo bíblico é também “alma” (vida), e é diferente de “pessoa” que na Bíblia do mesmo modo é “alma”. Veja “alma” como sendo centro moral em uma passagem bíblica:

1 Pedro 2:11: “Amados, exorto-vos como a forasteiros e residentes temporários a que vos abstenhais dos desejos carnais, que são os que travam um combate contra a alma.”

Literalmente “contra a vida”. Grego: ka·tá tes psy·khés; latim: ad·vér·susá·ni·mam; hebraico: ban·ná·fesh.


Mas não consumir sangue dentro deste contexto não é confuso? – Não. A doutrina é bastante clara. Gênesis 9:4,5 diz: “Somente não comereis carne com sua alma com seu sangue. Eu pedirei conta de vosso sangue por causa de vossas almas, a todo animal, e ao homem que matar o seu irmão, pedirei conta da alma do homem.” – Centro Bíblico Católico, Ver 1Cro. 11:18, 19.


Mas não era o sangue só de animais? – Vamos ao fundamento. Veja Levítico 17:13,14: “…a vida de toda a criatura é seu sangue… não consumireis” (Ecumênica Teb). Repare que seria de todas as criaturas, mesmo quando a tradução verte “de todo animal”, o homem logicamente não deixa de ser. Note outra vez: “…a vida de toda a carne está no sangue… não comereis sangue de qualquer carne que seja” (Ecumênica Barsa). Aqui está bem claro, de todas as carnes, incluindo a do homem, ou seja, não proibi comer carne de animal (assada ou cozida), mas absorver qualquer tipo de sangue em absoluto.

Já na transfusão de sangue em vez de bebê-lo – o que é proibido -, estaríamos jogando (transfundindo) ele direto para dentro do nosso corpo. Veja o que diz Levítico 3:17: “Estatuto Perpétuo será nas vossas gerações, em todas as vossas habitações: nenhuma gordura, nem sangue algum comereis” (Almeida). Doenças coronárias causadas por ingestão de gordura, doenças transmitidas por via sexual, como Aids, Sífilis, Hepatite B e C, Zika Vírus, são transmitidas por sangue contaminado. Alguns dirão: – Mas e o sangue descontaminado? Fica mesmo assim o mandamento: “Estatuto Perpétuo”. – Almeida.

Há os que argumentam que essa proibição dizia respeito apenas ao sangue animal. Mas, lembrando novamente O MOTIVO pelo qual Deus proibiu o uso de sangue – o fato de O SANGUE REPRESENTAR A VIDA – perguntamos: será que é somente o sangue animal que representa a vida? Se assim fosse, o sangue derramado de Cristo não teria valor expiatório (de cobrir pecados) pois ele era humano, não animal. É óbvio, pois, que, uma vez que o sangue animal representa a vida do animal, o sangue humano representa a vida humana. Visto que o sangue humano representa a VIDA humana – e esta é a razão de Deus proibir qualquer tipo de sangue.

Jeová considera o sangue muito sagrado – representa a vida -, e por este motivo proibiu seu uso (Deut.12:23). Os apóstolos evitaram cometer um erro a esse respeito. Atos 15:20,26 diz: “Lhes escrever para que se abstenham de coisas contaminadas por ídolos, de imoralidade sexual, do que foi estrangulado e de sangueque entregaram a vida ao nome do nosso Senhor Jesus Cristo.” Sobre a duração desta proibição para os cristãos, o escritor Joseph Benson mencionou: “Deve-se notar que esta proibição de comer sangue, dada a Noé e a toda a sua posteridade, e repetida aos Israelitas, de maneira muito solene, sob a dispensão mosaica, nunca foi revogada, mas, ao contrário, foi confirmada sob o Novo Testamento, Atos XV; e por isso, se tornou uma obrigação perpétua” – Notas de Benson, 1839, Vol. 1, p. 43.

O escritor Tertuliano (c. 160 – 230Ec.) salientou: “Envergonhai-vos do vosso erro perante os cristãos, pois nos não incluímos nem mesmo sangue de animal em nossa alimentação… Finalmente quando provais os cristãos [julgamento romano] lhes ofereceis chouriços cheios de sangue… isto é proibido, mas quereis fazê-lo transgredir” (Apologia, IX, 13,14). Observe que em Atos 15:28,29, os apóstolos repetem a mesma proibição do sangue. Ali diz: “Porque pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo além destas coisas necessárias: Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da prostituição; e destas coisas fareis bem de vos guardar. Bem vos vá.” (Almeida) Com certeza conheciam a passagem de 2 Samuel 23:16,17, que mostra Davi rejeitando beber (ingerir) sangue humano e exclamando: “Como eu poderia beber o sangue dos homens?”

A proibição não se concentra em uma dieta alimentar! Ademais, Atos 15:28 e 29 não usa o verbo “comer” e sim ABSTER-SE, o que significa evitar por completo o sangue – um ato de obediência a Deus e a Sua vontade. A pessoa não estaria cumprindo essa ordem se introduzisse o sangue pelas veias. Você não encontrará nenhum texto bíblico que diga: “Não deves fumar.” No entanto, encontrará textos que fornecem princípios contra essa prática (Ti 1:21; 2 Cor 7:1). Para quem entende o significado da palavra ABSTER-SE, fica clara a proibição de transfusões. Mesmo na questão da alimentação, quando alguém não consegue se alimentar utilizando seu aparelho digestivo, ele é alimentado pela nutrição parenteral, por se introduzir um cateter em sua veia (jugular, femural, ou periférica). Assim, “comer”, em princípio, também abrange infusão venosa.

“À ordem de ‘persistir em abster-se de sangue’? (Atos 15:29) A título de comparação, considere o caso de um homem a quem o médico dissesse que precisa abster-se de álcool. Estaria ele obedecendo à ordem, se deixasse de beber álcool, mas fizesse que este lhe fosse injetado diretamente nas veias?” – Livro Raciocínios a base das Escrituras, p. 345.

Também, a proibição bíblica do sangue em Atos 15:28 e 29 não envolve somente o uso de sangue animal. O texto faz na realidade menção do sangue duas vezes. Primeiro, na expressão “carne sufocada” (estrangulada), e está claro que a referência é à carne animal não sangrada devidamente. No entanto, em seguida o mesmo texto manda abster-se de sangue. Se a segunda referência fosse ao sangue animal, essa menção seria redundante e desnecessária. É óbvio que a menção de “sangue” significa o sangue de modo geral, incluindo o sangue HUMANO, uma vez que o sangue animal já foi englobado na expressão “carne sufocada”.


Mas Jesus não entregou o seu sangue para nós? – Sim. Mas ele derramou o seu sangue sobre a estaca de tortura (grego: staurós), ninguém foi visto ali bebendo aos seus pés. E mais: no entendimento correto da expiação (sacrifício) de Cristo na estaca, isto sim, deveria ser feito – segundo as profecias – derramando-se o sangue do “cordeiro” no pó do solo (Is. 53:5; Zac. 12:10) João 19:34 diz: “No entanto, um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e imediatamente saiu sangue e água.” Este sangue caiu onde? Foi derramado no solo! Levítico 17:12-14 diz: “Foi por isso que eu [Jeová] disse aos filhos de Israel: “nenhuma alma vossa deve comer sangue… [alguém] caçando apanhe um animal… que se possa comer, neste caso tem de derramar o sangue e cobri-lo com pó… quem comer [sangue] será decepado da vida” – Novo Mundo.

Exatamente, os antigos sacrifícios prefiguravam o sacrifico de Cristo, por isso se diz “derramar o sangue e cobri-lo com pó”. A lei dada a Moisés que manda derramar o “sangue” ao redor sobre o altar (Lev. 4:7) – dos sacrifícios de participação em comum -, torna clara essa semelhança com a morte de Cristo, visto que, mesmo a estaca não sendo um ‘altar santo’ (mas um instrumento de tortura), o seu sangue ali derramado no solo, torna-se o “sangue do pacto” (Heb. 9:20,22; ver Lev. 9:3). Por isso, todo o sangue inocente “derramado no solo” clama por justiça! – Gên. 4:10; Mat. 23:35; ver 27:24,25.

Na Ceia do Senhor, o pão e o vinho, SIMBOLIZAM o seu corpo e sangue, visto que, se fossem reais, seria sem dúvida um ato de canibalismo. Jesus, quando esteve numa sinagoga em Cafarnaum, explicou sobre o seu papel como verdadeiro pão procedente do céu. Ele disse: “…Se alguém comer deste pão, vivera para sempre; e, de fato, o pão que hei de dar é a minha carne…” (Jo. 6:51). O povo contudo, tropeça nas palavras de Jesus e dizem: “…como pode este homem dar-nos sua carne para comer?” (Jo. 6:52). Mas Jesus quer que seus ouvintes entendam que comer sua carne tem sentido figurativo.

Assim, passa a enfatizar isto: “…A menos que comais a carne do filho do homem e bebais o seu sangue, não tendes vida em vos mesmos” (Jo. 6:53). O que ele ensinava soava ofensivo, pois parecia estar sugerindo canibalismo, ou seja, que teriam que comer sua carne e beber o seu sangue literalmente (Jo. 6:60). Mas ele logo explica aos seus discípulos que, a “carne” e o “sangue” se tornariam somente símbolos de libertação, isto é, o “pão” e o “vinho” da Santa Ceia do Senhor. Por isso a Bíblia sabiamente diz: “O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita, as palavras que eu vos disse são espírito e vida” – Jo. 6:63; João Ferreira d’ Almeida.

A tradução do Centro Bíblico Católico (Ave Maria), na nota de rodapé, sobre o mesmo texto de João 6:63 – embora aceite oficialmente que o pão e o vinho sejam literais carne e sangue -, admite: “O espírito: ou sentido espiritual [simbólico], designa a eucaristia [comunhão], ao passo que a carne ou sentido carnal, interpretaria as palavras de Jesus como se ele nos deve-se dar a comer pedaços sangrentos de sua carne”. (Os colchetes são meus). Isto esta de acordo com 1 Coríntios 15:50, que diz: “…carne e sangue não podem herdar o reino de Deus…”

Mesmo assim, vários discípulos dele o abandonaram, achando que ele era um radical ou fanático (Jo. 6:66,67). Este tipo de ideia – de comungar (tomar) o pão e o vinho como literais “carne” e “sangue” – persiste até hoje entre a cristandade apóstata. Veja: “…A alma humana pode-se definir como “uma substância imaterial”… Por isso, se já o princípio vital… é capaz de transformar, com muito mais razão, o cristão pode admitir a transubstanciação [a mudança milagrosa do pão em carne, e do vinho em sangue, embora não mude a sua aparência de pão e vinho], sendo cristo o possuidor da totalidade da vida…” – Frei Albino Aresi, Homem Total e Parapsicologia, 1980, p. 58.

O livro O Cristianismo Através Dos Séculos, Uma História da Igreja Cristã, de Earle E. Cairns, esclarece: “Cipriano [lider Católico] considerava os clérigos como sacerdotes do sacrifício, ao consagrarem o corpo e o sangue de Cristo na ceia cristã. Esta ideia, mais tarde, foi desenvolvida no conceito de transubstanciação (…) depois do quarto concílio de Latrão de 1215, passou a integrar o dogma Católico Romano a crença de que as palavras consagratórias do sacerdote transformariam o pão e o vinho no corpo e sangue real de Cristo. Cristo era sacrificado outra vez pelo sacerdote para o bem dos crentes” (P. 92,197). Note que, somente em 1215 d.C. este dogma da “transubstanciação” passou a valer. Podemos perguntar: se a transubstanciação fosse verdadeira, por que Jesus não a relatou aos discípulos? Porém, note que o sacrifício de Cristo não é necessário ser repetido várias vezes como são feitos nos missais.

Hebreus 9:24-26 diz: “Pois Cristo não entrou num lugar santo feito por mãos humanas, que é uma cópia da realidade, mas no próprio céu, de modo que agora comparece perante Deus em nosso favor.  O objetivo não era que ele se oferecesse muitas vezes, como o sumo sacerdote entra de ano em ano no lugar santo com sangue que não é o seu próprio. Senão, teria de sofrer muitas vezes desde a fundação do mundo. Mas agora, no final dos sistemas de coisas, ele se manifestou de uma vez para sempre, para eliminar o pecado por meio do sacrifício de si mesmo.” E veja também o capítulo 10:14: “Pois foi por meio de uma só oferta sacrificial que ele aperfeiçoou para sempre os que estão sendo santificados.”

Então, o ritual da “missa” é sem dúvida um ato profano (Fil. 3:19). 2 Pedro 2:1-3 diz: “No entanto, houve também falsos profetas entre o povo, assim como haverá falsos instrutores entre vocês. Esses introduzirão sutilmente seitas destrutivas e negarão até mesmo o dono que os comprou, trazendo sobre si mesmos uma destruição rápida.  Além disso, muitos seguirão sua conduta insolente, e, por causa deles, as pessoas falarão mal do caminho da verdade.Também, movidos por ganância, eles explorarão vocês com palavras enganosas. Mas a condenação deles, decretada há muito tempo, não tardará, e a destruição deles não está dormindo.”

Segundo, a própria Igreja Católica, são hoje mais de 41 mil sacrifícios de Cristo por semana nestas “missas”! Perguntamos: como poderia o espírito santo estar presente neste ato que se assemelha mais a um assassinato e a pratica de canibalismo? Ficou mais que provado que o cristão não pode consumir qualquer tipo de sangue ou carne crua, muitos menos fazer transfusões de sangue – como tomando pelas veias e não pela boca -, e até mesmo desmentindo a doutrina da cristandade sobre a transubstanciação. Veja o que a Bíblia diz: “ Tomou também um pão… dizendo: “Isto significa meu corpo… Do mesmo modo também o copo… dizendo: “Este copo significa o meu novo pacto em virtude de meu sangue (…) Persisti em fazer isso em memória de mim” – Luc. 22:19,20; Novo Mundo.

Fica claro que Jesus mandou fazer tudo isso “em memória dele”, isto é, em símbolo de remissão. E mais, no momento da ceia, Jesus ainda não havia sido morto (sacrificado), então se pergunta: como os apóstolos comeram literalmente carne e sangue do Senhor? É evidente que as normas de interpretação da cristandade estão todas deturpadas. Visto que isso também ocorreu entre os fariseus e as seitas que vigoravam no tempo de Jesus – combatida por ele e seus discípulos. Veja: “A cultura e a filosofia gregas se haviam infiltrado nos ensinos religiosos judaicos. A lei… havia sido alterada, até mesmo invalidada, por crenças e tradições inventadas pelo homem (Mat. 15:6)” – Revista: A Sentinela, 1.º De Abril de 2001, P. 4.

O cronista católico Cecílio Elias Netto, do Jornal de Piracicaba, escreveu: “E que esse pão e que esse vinho consagrados – como mágica – tornem-se corpo e sangue de Cristo. É um absurdo. E eis aí o deslumbramento e o assustador de tudo isso: crer no absurdo… Sei, apenas, que será profundamente tolo alguém que – acreditando seu Deus esteja num pão e num vinho consagrados – não se banqueteie dele. Quantos podem dizer que comem seu próprio Deus?”. Sim, muitos dirão, mas é atitude profana empregar ritos de canibalismo como se fosse ensino bíblico cristão. – Veja 1Cro 11:19.

A ideia – ou sadismo – de consumir sangue humano, esta diretamente ligado a problemas mentais. Note o que diz a Enciclopédia Fator X: “A repulsa ao canibalismo manifestou-se no folclore com a criação de monstros como os ciclopes [de um olho só], lobisomens [homens lobos], e vampiros [demônios sugadores de sangue humano e animal]. Muitos esquizofrênicos se identificam com o vampiro… Um exemplo famoso é o de Leder, que em 1827 mutilou um cadáver de uma jovem e bebeu seu sangue” [ . . . ] “Os membros da isolada comunidade de Wat Thong, Tailândia, comem os corpos de seus lideres espirituais, acreditando que isto aumentará as chances de reencarnação do morto”. (Vol. 4, P. 127). Note agora o que a mesma Enciclopédia irá dizer: “Ainda que pareça bárbaro, o canibalismo desempenha um papel simbólico em muitas religiões. A fé cristã [das religiões apóstatas], usa hóstias e o vinho da comunhão” (P. 129). Observe ainda: “Em 1989, foi descoberta uma seita Satânica mexicana… a carne e os órgãos das vitimas era colocado num caldeirão… acreditavam que esta “poção” lhes conferiria poderes mágicos” (P. 130). Estas doutrinas não seriam vindas de Satanás? Tudo indica que sim!

Minúcio Félix, advogado Romano que viveu até cerca de 250 d.C., disse: “Não nos é permissível nem matança humana nem ouvir dela; abstemo-nos tanto de sangue humano que, em nossas refeições, evitamos até o sangue de animais utilizados como alimento” (Octavius XXX, 6). Sobre essa testemunha cristã citada, vemos o seguinte: “Minúcio Felix… convertido ao cristianismo, publicou um diálogo (Otávio), entre um pagão e um cristão. Esta obra… nos informa com precisão sobre o paganismo da época e sobre os dados fundamentais do cristianismo” (Enciclopédia Larousse Cultural, Vol. 16). Então fica claro que os antigos cristãos rejeitavam qualquer tipo de sangue baseando-se inteiramente na Bíblia!

Um certo escritor “evangélico”, embora sendo um opositor das Testemunhas Cristãs de Jeová, admitiu: “Pelo menos uma coisa positiva temos a aprender com os Testemunhas de Jeová: a importância que dão aos estudos Bíblicos” (Romildo Ribeiro Soares [R. R. Soares]). As Testemunhas de Jeová, no desejo de agradar inteiramente a Deus e ao Senhor Jesus, se compromete a observar todas as suas leis e ordens, não deixando que opiniões humanas (falhas) interfiram na adoração pura e verdadeira! – Mar. 12:29,30; Jo. 4:23,24.

Considerações Finais

Espíritas costumam dizer que as Testemunhas de Jeová são radicais a ponto de evitar comer “carne mal passada”. E por este motivo, seria o cúmulo do absurdo seguir as orientações da Bíblia com relação a guarda do sangue. Mas quais são os fatos? É nítido que comer carne crua – se este for o caso – não fará bem para a saúde da pessoa. “Além [das] bactérias, a carne pode conter, ainda, vermes, como o parasita Taenia. A parasitose tem início com a ingestão de carne mal cozida contendo ovos de Taenia. Esses ovos podem se fixar na parede do intestino e causar a teníase (possíveis sintomas: diarréia, náuseas, dor abdominal, emagrecimento, entre outros) ou a cisticercose (quando os ovos eclodem e as larvas alcançam a circulação sanguínea, podendo se alojar nos mais variados órgãos, inclusive no sistema nervoso, causando os mais diversos sintomas,dependendo da região afetada como, por exemplo, perda de movimentos e paralisia, perda de audição e até levar o paciente a óbito). – Fonte: phresponde.com

Os nossos colegas espíritas precisam saber que a lei de Deus não era a respeito “de sangue”, mas era uma lei moral referente a obediência e respeito pela santidade da vida com o sangue como símbolo. Se fosse uma lei científica a respeito de sangue humano não teríamos permissão de comer ou se alimentar de qualquer resquício ou frações de sangue que fosse – mesmo sendo carne mal passada. Cabe ao cristão Testemunha de Jeová escolher comer ou não carne com pouco sangue – são vários os níveis que a carne pode estar “mal passada”, o nome já diz, FOI MAL ASSADA! Sendo “mal passada”, o cristão deve perceber se a carne não aparenta estar CRUA, ou MUITO MAL ASSADA OU COZIDA! Aqui pode ficar o MAL pelo MAL mesmo! É comum em churrascos quando acontece da carne esta fora do ponto para ser comida, alguém dizer: “Olha isso, a carne está mugindo!”

Mas Deus permitiu que se comesse carne, bebesse leite e muitas outras substâncias que Ele sabia que continham RESQUÍCIOS do sangue integral ou de seus elementos. Obviamente Deus não encarou isso como indo de encontro ou como sendo inconsistente com Sua proibição relacionada ao sangue. Portanto, a proibição somente se aplicava ao sangue e não a casos em que seus elementos aparecessem em outras substâncias aprovadas por Deus – como no caso do leite que contêm leucócitos ou glóbulos brancos. Isto nos mostra que não há relevância entre beber leite com seus leucócitos e evitar leucócitos que eram realmente extraídos do próprio sangue. A crença do Povo de Jeová é inteiramente baseada no Livro Sagrado a Bíblia e é LÓGICA. A lei de Deus é para que se abstenham de “sangue” não de substâncias aprovadas que naturalmente continham sangue ou suas partes. – Leia na Bíblia Atos 15.

As pessoas se preocupam com “isso” e com “aquilo”, mas se esquecem que a proibição do sangue era para lembrar sobre a preciosidade da vida, algo que as religiões não conseguiram se lembrar por causa desta mesma desobediência de “abster-se de sangue”, ou mesmo de tirar a vida do seu próximo. Católicos, evangélicos e espíritas rejeitaram seguir o exemplo das Testemunhas de Jeová, de não matar os seus “irmãos” em guerras (como na Primeira e Segunda Guerra Mundial), coisa que estas religiões afastadas da Bíblia praticam ainda hoje como uma grande pedra desgovernada que desce montanha abaixo! Pessoas comuns ou estudadas, e extremamente orgulhosas, que fogem de suas OBRIGAÇÕES CRISTÃS! Pesquisem sobre as intermináveis guerras e conflitos na América-central e disputas tribais no continente africano promovidas por sacerdotes, pastores e chefes espíritas.

Por isso que, a crença das Testemunhas de Jeová é fundamentada no conhecimento lógico, e nas mais modernas descobertas cientificas. Como pudemos ver neste estudo, a proibição de usar sangue foi perpetuada no ‘[Novo] Testamento’ em Atos XV. E uma pesquisa científica realizada pela cardiologista brasileira Ludhmila Abrahão Hajjar, decidiu investigar o procedimento de transfusões de sangue em seu doutorado, orientado por José Otávio Auler Jr.. Na Universidade de São Paulo, descobriu-se que justificavam a transfusão pela TRADIÇÃO, e não pelo embasamento científico. Revelou que a transfusão AUMENTA EM 20% a taxa de MORTALIDADE em pacientes. O trabalho foi publicado no Journal of the American Medicai Association com elogios no editorial. “Esse estudo é uma adição notável às evidências anteriores”, escreveu Lawrence Tim Goodnough, da Universidade Stanford. A conclusão que se tirou é que “evitar as transfusões pode salvar mais vidas.” – Revista Época – Menos Sangue Por Favor, Janeiro de 2011, p. 94, 95.

Fernando O Cézar – Cronicas do Novo Mundo

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