Sangue Vida ou Morte? Parte ll

 

sangue

Diversas vezes somos questionados por não fazer transfusão de sangue. Muitos dizem que o sangue é vida e se negarmos receber sangue é mesma coisa de querer nossa morte ou de nossos parentes. Isso não é verdade. Mas ainda não vamos entrar nessa questão e nem na questão do que a Bíblia diz. Mas com base nessa serie de artigos (Clique aqui parte 1) vamos analisar o que área médica diz arrespeito do assunto, e confirmar se transfusão de sangue realmente significa vida ou morte!

Tratar pacientes como Testemunhas de Jeová poderia salvar vidas: declara um especialista [*]

Cirurgiões poderiam salvar vidas se tratassem as pessoas como se fossem Testemunhas de Jeová, disse ontem um visitante especialista dos EUA numa conferência. Dirigindo-se perante a reunião científica anual do Colégio de Anestesistas da Austrália e da Nova Zelândia, o especialista cardiotorácico Bruce Spiess disse que as transfusões de sangue causam mais mal às pessoas do que as ajudam.

As Testemunhas de Jeová recusam aceitar transfusões sanguíneas, mas o Professor Spiess disse que um estudo na Suécia feito a 499 Testemunhas mostrou que as taxas de sobrevivência eram maiores do que entre as pessoas que receberam transfusões.
Ele descreveu as transfusões de sangue como “quase uma religião”, porque os médicos as praticavam sem uma sólida evidência de que elas ajudavam.

“A transfusão de sangue evoluiu como terapia médica e ela nunca foi testada como droga de destaque,” disse. “Uma droga é testada quanto à sua segurança e eficácia, e a transfusão de sangue nunca foi testada nem num nem noutro sentido.
“Há algumas pessoas por todo o mundo que estão a chegar a essa mesma conclusão e está a tornar-se mais óbvio que os velhos riscos da hepatite e da SIDA têm sido derrotados pelos bancos de sangue, e aquilo com que estamos a lidar agora são eventos que pioram a situação dos pacientes.”

As transfusões aumentaram a probabilidade de complicações pós-operativas, incluindo pneumonia e outras infecções.
“Acho que precisamos de dar atenção a todos os mecanismos que pudermos para manter o próprio sangue da pessoa,” disse o Professor Spiess.
“Se tivermos de intervir numa cirurgia, devíamos tratar eticamente cada pessoa como se fosse uma Testemunha de Jeová e dizer ‘o meu objectivo é não lhe fazer uma transfusão e usar qualquer outra técnica que eu possa, e então só em última análise transfudir-lhe’.”

Ele enfatizou que, em casos de traumatismo grave, as transfusões sanguíneas foram necessárias, mas observou que a maioria das transfusões foram de comparativamente pequenas quantidades de sangue.

Outra área em que o Professor Spiess é proeminente é a do sangue sintético, o qual é composto de fluorocarbonos semelhantes ao teflon que transportam oxigénio muito melhor do que o nosso próprio sangue.

“Acabámos de completar um estudo sobre traumatismos cranianos — falamos de acidentes com veículos motorizados e com armas e traumatismos na cabeça — e obtivemos um caminho mais directo para com o traumatismo na cabeça usando os fluorocarbonos como um modo de levar oxigénio ao crânio traumatizado.”

O Professor Spiess está também a fazer pesquisas sobre o uso de sangue sintético como cura para a doença da descompressão, sob a alçada da Marinha dos EUA.

 

[*] fonte: http://www.theage.com.au/news/national/treating-patients-like-jehovahs-witnesses-could-save-lives-expert/2007/05/27/1180205077463.html

 

 

Vimos na matéria acima que o professor Spiess mostrou claramente que a transfusão de sangue causa mais mal à pessoa do que a ajuda. O interessante que falou sobre o perigo de contrair a doença chamada SIDA é o que abordaremos agora:

 

 

Propagação da sida por via das transfusões de sangue tem sido um dos maiores combates em Moçambique. Contaminadas 500 pessoas por dia[*]

 

Cerca de 1,4 milhões de moçambicanos vivem atualmente com o vírus da sida. A doença é contraída diariamente por cerca de 500 pessoas. A prioridade dos hospitais é o combate à propagação do vírus por via das transfusões de sangue.

 A propagação do vírus da sida por via das transfusões de sangue tem sido um dos combates maiores dos hospitais moçambicanos na luta contra a doença, apesar das “melhorias tecnológicas na vigilância” afastarem hoje aquela possibilidade de contágio.

 À falta de estatísticas oficiais sobre o número de pessoas contaminadas por esta via, sobram nos corredores dos hospitais os relatos de dramas pessoais.

 garotoMaria Alexandre, que hoje aguardava por uma consulta no Hospital Central de Maputo conhece bem este perigo: o seu filho, Mertino, 10 anos, foi alegadamente contaminado com VIH/sida numa transfusão de sangue “quando padecia de anemia”.

“O pai morreu de um abcesso no fígado, que não tem nada a ver com isso”, aponta, acrescentando que o teste que lhe fizeram “deu negativo”.

 A mãe de Mertino desvaloriza, no entanto, o acontecimento, preferindo realçar o facto de o seu filho receber hoje gratuitamente os medicamentos anti-retrovirais de que necessita para sobreviver.

 “Não tenho raiva dos médicos, porque mesmo eu, como doméstica, muitas vezes encho a comida de sal. Eles também são humanos. Contaminaram o meu filho a tentarem salvá-lo de uma anemia”, comentou.

 Rabia Nhantumbo, 29 anos, sofre na pele o drama de uma contaminação que julgava improvável. Apesar de, tal como o marido, não ser portadora do vírus da sida, a mesma sorte não teve Julinho, o filho de sete anos.

 Rabia suspeita que o filho, hoje internado no Hospital Central da capital moçambicana, tenha contraído a doença numa transfusão de sangue em 2002. Apesar disso, Rabia Nhantumbo é otimista. “Acredito que o meu filho vai ficar bom, porque vejo muitas”,afirma.

 A directora da unidade de tratamento nesta unidade de saúde, a pediatra Paula Vaz reconheceu, por seu turno, o perigo de contaminação com o vírus, mas diz que isso é coisa do passado.

 “Havia falhas do sistema de saúde, que culminaram com a contaminação pelo VIH/sida, mas agora tal não é possível, graças a melhorias tecnológicas na vigilância da doença introduzida nos hospitais”, assegura.

 

[*] fonte: http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=b6d767d2f8ed5d21a44b0e5886680cb9&subsec=&id=9148da052a599ec9537cfdeebfe1ab01

quadro

 

 

Não estamos fazendo apologia contra a doação de sangue, sabemos que os médicos estão dispostos sempre a salvar a vida de seus pacientes e não mede esforços para isso. Mas estamos vendo que transfundir sangue não significa realmente que irá salvar a vida de seus pacientes.

Assim, concluímos a Segunda parte desta série. Espero que cada leitor possa meditar no assunto, e pergunte-se: “Transfusão de sangue, realmente significa vida ou morte?”

 

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