UMA REGRA QUE CONTRIBUI PARA MUITA CONFUSÃO

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Este artigo se destina a esclarecer a todos, mas visamos principalmente a simplicidade do texto para que todos possam compreender um assunto erudito de maneira bem simplificada. As citações, porém, mantém a linguagem original, pois, pela regra acadêmica, não pudemos alterar o texto deles.

Também indicamos quando o texto foi marcado por nós ou pelo próprio autor para destacar algum ponto.

SUA OPINIÃO É MUITO IIMPORTANTE PARA NÓS. ASSIM, DESDE QUE SEJA DE UMA MANEIRA RESPEITOSA, FICAREMOS IMENSAMENTE GRATOS DE SABER SUA OPINIÃO.

UMA BOA LEITURA PARA VOCÊ E QUE ENCONTRE O ALIMENTO ESPIRITUAL DE QUE NECESSITA. – Mateus 5: 5

 

Para poder ficar mais fácil pegar o fio da meada, vamos relembrar alguns detalhes da norma culta da nossa língua

 

Substantivo

 

É a palavra que dá o nome a lugares, sentimentos e estados.

Exemplos:

Lugares– Alemanha, Rio de Janeiro etc.

Sentimentos– raiva, amor

Estado– Alergia, tristeza

Qualidade– Sinceridade, coragem

Ações– Corrida, pescaria.

 

 

 

Sujeito e Predicado

 

O sujeito é de quem se fala. O predicado é o que se fala do sujeito.

Exemplo:

João 1:1- “ No princípio era o Verbo

E o verbo estava com Deus

                               E o verbo era Deus”

 

Nas três frases acima o sujeito é o Verbo (Jesus). O restante é predicado.

Pode existir uma parte do predicado que qualifica o sujeito. A esta qualificação damos o nome de predicativo do sujeito.

Exemplo:

O dia está lindo

Sujeito             Predicativo do Sujeito

Lindo é como o sujeito está.

 

Já o predicativo nominal apresenta as seguintes características:

A – Possui um nome (substantivo) como parte principal ou núcleo.

B – É formado por um verbo de ligação mais o predicativo do sujeito.

C – Indica um estado ou qualidade.

Exemplo:

Leandro é competente

Predicativo nominal

 

Pode acontecer, na frase, que o predicativo (parte do predicado que da qualidade ao sujeito) venha antes de um verbo, que ligue o sujeito a qualidade dele descrita no predicado.

 

 

Exemplo:

“Em (o) princípio era o verbo, e

O verbo estava junto a Deus,

E Deus era o verbo”

(Novo testamento Tradução ao pé da letra de João 1:1 Grego/ português– SBB

 

No casso dessa segunda ocorrência de Deus, temos a ausência do artigo definido.A essa ausência damos o nome de anartro ou que não se articula ou pronuncia.

Assim, em geral, o artigo torna definido, identifica um certo substantivo; enquanto sua ausência enfatiza mais a essência, qualidade ou natureza do mesmo. – Noções do grego bíblico – gramática fundamental Lourenço S.Rega e JohannesBergmann – ED – vida nova – são Paulo 2004 REIMPRESSO 2012.

 

Se somarmos as explicações em torno de João 1:1, na segunda ocorrência de Deus (E a palavra ERA DEUS)teremos:

 

Um substantivo predicativo nominativos pré-verbalanartro.

Por que?

Substantivo – por que é um nome

Predicativo – que dá qualidade

Nominativo – por ser um nome – Deus

Pré – verbal– por que no original em grego, a palavra Deus funciona como qualidade, o predicativodo sujeito, e vem antes do verbo que liga o sujeito ao predicativo dele.

Anartro – por que não se tem artigo ou o artigo não aparece

 

Não esqueça:

Substantivo predicativo nominativo pré-verbalanartro.

 

 

Passemos adiante

Só um detalhe. Na língua grega não havia artigos indefinidos

Um, uns, uma, umas

Mas tinha os definitivos para enfatizar a pessoa, identificar de modo individualizado

Por exemplo na língua grega ficaria assim:

“Em (o) princípio era o verbo

E o verbo estava junto a Deus

E Deus era estava o verbo”.

(João 1:1 N.T. Interlinear grego português ARA/NTLH – SBB 2004)

 

Agora note uma coisa

O texto diz que era o verbo

Sujeito

O verbo estava com o Deus

Sujeito                      Núcleo do predicado

E o verbo era Deus.

Predicativo do sujeito

Perceba que na segunda ocorrência de Deus não existi artigo

1 – O Deus – com artigo definido

2 – Deus – sem artigo definido

Na terceira linha, E Deus era o verbo, temos:

Deus                           era                o    verbo

Predicativo (qualidade do sujeito)       verbo que liga o sujeito a           sujeito/substantivo

Qualidade dele (predicativo)

 

Note que aqui o predicativo vem antes do verbo que liga o sujeito ao predicativo.

Então ele ganha o complicado nome:

 

Substantivo predicativo nominativo.

Como predicativo (parte do predicado que da qualidade ao sujeito) vem antes do verbo chamamos de pré-verbal.

E Deus era a o Verbo

Predicativo do sujeito                  verbo que liga o predicativo ao sujeito

Só existe um detalhe: Na tradução ao pé da letra, o predicativo, nesse texto, vem antes do verbo que o liga ao sujeito.

Mas na nossa língua fica uma coisa muito estranha.

Então para dar sentido traduziu-se passando o predicativo para depois do verbo, veja:

“No princípio era o verbo

E o verbo estava com Deus

E o verbo era Deus. ” (João 1:1 NT Interlinear ARA/NTLH)

Sujeito                      Verbo que liga o Sujeito ao predicativo         Predicativo do sujeito

(parte do predicado que dá

qualidade ao sujeito)

Bem, sigamos adiante

Aqui é um pouquinho mais difícil.

A língua em que a Bíblia foi escrita, o grego do povo comum chamadokoiné; quando se queria falar de uma determinada pessoa específica se usava artigo definido.

 

Ex. Aquele carpinteiro, José, era o cara

 

Esse artigo define, identifica, individualiza.

 José – sujeito

Era – verbo de ligação

O – Artigo definido que identifica o sujeito

Cara – predicativo do sujeito

A Bíblia usa um tom de condenação para descrever Deuses falsos por esses serem idolatrados – Salmo 8: 5

Mas também usa um tom positivo aos que tiveram autoridade dada pelo próprio Jeová – Êxodo 4: 16; 7: 1.

Isto não fazia de Moisés um Deus falso, muito menos o Deus Todo-Poderoso, ou parte Dele. Também não seria alguém que deveria ser adorado, mas era sim um representante de Jeová

– Adaptado do Site Apologista da Verdade – A Palavra era “um Deus” ou “Divina”

 

Porque dissemos tudo isso até agora? Porque em 1933 – Ernest CadmanColwell ou como é mais conhecido, Colwell, PHD em Teologia, estabeleceu uma regra que muitos teólogos trinitaristas, ou seja que acreditam na trindade, entenderam que havia margem para adaptar às suas crenças outros comentaristas, quer por dar genuína credibilidade ao que entenderam, quer pela maliciosa ideia de apoiar ao ensino tradicional a qualquer custo, confundiram seus rebanhos.

Se você procurar em uma Bíblia interlinear grego/português, vai encontrar João 1:1 escrito da seguinte forma:

“E Deus era a Palavra”

Como vimos, o sujeito dessa frase é a Palavra e o predicativo (ou parte do predicado que dá uma qualidade ao sujeito) é a palavra Deus.

O verbo que faz a ligação entre os dois, sujeito e predicativo, é o verbo ser (era, conjugado)

 

O Sr. Colwell criou a seguinte regra e a publicou em inglês num artigo intitulado “Regra Definida do Uso do Artigo no Novo Testamento Grego”; Ele escreveu: “Um nominativo predicativo definido possui o artigo quando segue o verbo, não possui o artigo quando precede o verbo”.

Ou seja, se o predicativo vier depois do verbo que liga o sujeito a ele, tem artigo.

Um nominativo predicativo que precede o verbo não pode ser traduzido como substantivo indefinido ou ‘qualificativo’ apenas por falta do artigo;se o contexto sugerir que o predicativo é definido, deve ser traduzido como substantivo definido, apesar da ausência do artigo”. – O grifo é nosso.

O que ele quis dizer aqui é que não é só porque não tem o artigo definido que não seja um identificador, que apenas dá qualidade, mas depende do contexto.

A respeito deste versículo, Colwell concluiu: “O versículo inicial do Evangelho de João contém uma das muitas passagens em que esta regra sugere a tradução dum predicativo como substantivo definido”.

Em outras palavras, no caso de João 1: 1, deve-se entender que pode ser colocado o artigo definido “o”, porque se refere a Jeová por causa do contexto.

Masserá? A maneira como esse erudito diz, o sentido é que um substantivo predicativo anartro que precede o verbo deve ser entendido como definido “se o contexto sugerir isso”.

Em parte alguma diz ele que todos os substantivos predicativos anartros que precedem o verbo em grego são substantivos definidos. O que deve orientar o tradutor, segundo ele, em tal caso, não é uma regra inviolável de gramática, mas o contexto. (Fonte: W76 1/7 pp 414-416)

Exemplo:

A Palavra era Deus

Sujeito                      Verbo de ligação    Substantivo predicativo do sujeito

Segundo a regra de Colwell, ficaria assim o entendimento:

“E o Deus era a Palavra”

A palavra Deus aqui Destaca Jesus como o Criador

por causa do entendimento desse artigo definido, segundo Cowell

 

Isso significaria que Jesus seria Deus, Jeová, por que quando você quer falar identificando a pessoa, definindo quem ela é, usa-se o artigo “o”.

 

Exemplo:

O José do Egito foi o fiel

Lendo a frase, você sabe que aqui se trata de José, filho de Jacó e que estava no Egito. É o único José reconhecidamente com essas características.

No caso de Jesus, este seria o Deus, Jeová na ordem em que foi escrita.

Agora veja o problema bíblico criado com essa regra.

Em Joao 8: 44 diz assim, traduzida na ordem como é descrita na língua grega.

“Aquele Homicida era…”

“Porque é mentiroso  o pai dela”

Repare que “homicida” e “mentiroso” vem antes do verbo.

Mas na hora de traduzir esse texto ou as traduções colocam o artigo indefinido ou não o escrevem mas fica subentendido. Veja como a tradução João Ferreira de Almeida, versão revista e atualizada de 1993 traduz esse texto que é o mesmo tipo de frase, note.

“Ele foi (entende-se “um”) homicida…”

“Porque é (entende-se “um”) mentiroso…”

Tanto escrita como entendida, a gramática e o contexto exigem.

Eis outros exemplos em que ocorre a mesma situação.

Marcos 11: 32; João 4:19; 6:70; 9: 17; 10: 1; 12: 6

Colwell reconhece que tinha de ser assim, por que reconheceu que “é indefinido [um] nessa colocação apenas quando o contexto exige”.

Assim na hora de traduzir João 1: 1 deve-se seguir o contexto (exemplo o versículo 2), por exemplo, e não a regra de Colwell que entra em conflito com o versículo 2, bem como com outras partes da bíblia.

Traduções em outras línguas trazem o artigo indefinido nesses e em outros versículos.

Muitos peritos, entretanto, discordam dessa regra artificial, do mesmo modo que a Bíblia discorda.

 

 

O doutor em teologia e pastor presbiteriano Waldyr Carvalho Luz

Novo Testamento Interlinear, Ed. Cultura Cristã, 2003

“Em princípio (n [o] começo) era(existia) a palavra e a palavra estava junto a Deus (na presença de Deus) (com Deus) e Deus era a Palavra (a palavra era divina)”.

Interessante que o versículo 2 diz: “Esta (este) estava (existia) em princípio (n[o] começo) junto ao Deus (na presença de Deus (com Deus) ”

 

O doutor em teologia e pastor presbiteriano Waldyr Carvalho Luz

Novo Testamento Interlinear, Ed. Cultura Cristã, 2003

“Em princípio (n [o] começo) era(existia) a palavra e a palavra estava junto a Deus (na presença de Deus) (com Deus) e Deus era a Palavra (a palavra era divina)”.

Interessante que o versículo 2 diz: “Esta (este) estava (existia) em princípio (n[o] começo) junto ao Deus (na presença de Deus (com Deus) ”

 

Professores Lourenço Stelio Rega e JohanesBergmann

“Lembramos que, em geral, o artigo se torna definido, identifica um certo substantivo, enquanto que a sua ausência enfatiza mais a essência, qualidade ou natureza do mesmo”.  (o grifo é nosso) – Noções do Grego Bíblico, p 326 Ed. Vida Nova

Diz também: “O uso do artigo com Theos ilustra muito bem este detalhe.

João 1: 1:

A palavra estava com Deus (I.E. com a pessoa de Deus)  e a palavra era Deus (I.E. da natureza ou essência de divina) – (o grifo é dele). (p. 326)

 

Alistamos abaixo o que vários eruditos entendem sobre o assunto

 

Na tradução do novo testamento a seguir o tradutor coloca as possibilidades de tradução, bem como explicação desse versículo ao lado das palavras do texto.

 

Como sabemos Jeová é eterno e se é eterno a qual início se refere o versículo 2? Ao de Deus?

Claro que não, mas ao de Sua criação física da qual Jesus participou como trabalhador perito – Provérbios 8: 22 – 31.

O doutor em teologia e pastor presbiteriano Waldyr Carvalho Luz

Novo Testamento Interlinear, Ed. Cultura Cristã, 2003

“Em princípio (n [o] começo) era(existia) a palavra e a palavra estava junto a Deus (na presença de Deus) (com Deus) e Deus era a Palavra (a palavra era divina)”.

Interessante que o versículo 2 diz: “Esta (este) estava (existia) em princípio (n[o] começo) junto ao Deus (na presença de Deus (com Deus) ”

 

O doutor em teologia e pastor presbiteriano Waldyr Carvalho Luz

Novo Testamento Interlinear, Ed. Cultura Cristã, 2003

“Em princípio (n [o] começo) era(existia) a palavra e a palavra estava junto a Deus (na presença de Deus) (com Deus) e Deus era a Palavra (a palavra era divina)”.

Interessante que o versículo 2 diz: “Esta (este) estava (existia) em princípio (n[o] começo) junto ao Deus (na presença de Deus (com Deus) ”

 

 

 

 

John L. McKenzie

Dicionário Bíblico – Verbete Deus, página 212, Ed. Paulus – 2015

“Nas palavras de Jesus e na maioria do restante do NT [Novo Testamento], o Deus de Israel (gr. hoTheos) é o Pai* de Jesus Cristo. Por essa razão, o título hoTheos que designa o Pai como uma realidade pessoal, não é aplicado, no NT, ao próprio Jesus. Jesus é o filho de Deus (hoTheos). Esta é uma questão de uso e não de norma, e o substantivo é aplicado a Jesus algumas vezes.

João 1: 1 deveria rigorosamente ser traduzido, ‘a Palavra estava com Deus (= o pai), e a Palavra era um ser divino’”.

 

D. A. Carson

Livro os Perigos da Interpretação Bíblica – ED. Vida Nova, página 216

“E o Logos estava com (pros.) Deus e o verbo era deidade (Theos em ho Logos).

A palavra grega exprime duas idéias: O verbo era deidade, mas não era plenamente idêntico à deidade. O artigo definido é usado somente com o vocábulo Logos.

Caso João houvesse utilizado o artigo definido também com o vocábulo Theos, ele teria dito que tudo o que Deus é, o logos é: uma identidade exclusiva. Da forma em que está, ele declara que tudo o que o Verbo é, Deus é; mas ele implica em que Deus é mais [poderoso]do que o Verbo.

Ele continua: “…João afirma que o Logos foi o agente da criação. Esta mesma teologia é expressa nas palavras de Paulo: que todas as coisas procedem de (ek) Deus através de Cristo (1Cor. 8: 16)

O doutor em teologia e pastor presbiteriano Waldyr Carvalho Luz

Novo Testamento Interlinear, Ed. Cultura Cristã, 2003

“Em princípio (n [o] começo) era(existia) a palavra e a palavra estava junto a Deus (na presença de Deus) (com Deus) e Deus era a Palavra (a palavra era divina)”.

Interessante que o versículo 2 diz: “Esta (este) estava (existia) em princípio (n[o] começo) junto ao Deus (na presença de Deus (com Deus) ”

 

 

 

Philip B. Harner

Artigo Substantivos Predicativos AnartrosQualificativos: Marcos 15: 39 e João 1:1

“Clausulas tais como a de João 1: 1, “com um predicativo anartro precedendo o verbo tem primariamente sentido qualificativo. Indica que o Logos tem a natureza de Theos. Não há nenhuma base para se considerar o predicativo Theos como determinativo”.  Harner concluiu na p 87 de seu artigo:

“Em João 1: 1, acho [isto é Harner] que a força qualitativa do predicativo se destaca tanto, que o substantivo não pode ser considerado determinativo”.

Publicado no Jornal de Literatura Bíblica, Vol. 92, Filadelfia, EUA, 1973, p 85

Agora note que interessante:

Há ainda outros textos que têm a mesma construção. Poderá ver isso no trecho contido na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas com referências, no apêndice 6a.

1808 “e a palavra era um deus” The New Testament, in AnImprovedVersion, UpontheBasisofArchbishopNewcome’s New Translation: With a CorrectedText, Londres.
1864 “e um deus era a Palavra” The EmphaticDiaglott (J21, versão interlinear), de Benjamin Wilson, Nova Iorque e Londres.
1879 “e a Palavra era um deus” La SainteBible,Segond-Oltramare, Genebra e Paris.
1928 “e a Palavra era um ser divino”

 

La BibleduCentenaire,SociétéBiblique de Paris.

 

1935 “e a Palavra era divina” The Bible—An American Translation, de J. M. P. Smith e E. J. Goodspeed, Chicago
1950 “e a Palavra era um deus” Tradução do Novo Mundo das Escrituras Gregas Cristãs, Brooklyn, Nova Iorque, em inglês.
1975 “e um deus (ou: da espécie divina) era a Palavra” Das EvangeliumnachJohannes, de Siegfried Schulz, Göttingen, Alemanha.
1978 “e da sorte semelhante a Deus era o Logos” Das EvangeliumnachJohannes, de Johannes Schneider, Berlim.
1979 “e um deus era o Logos” Das EvangeliumnachJohannes, de Jürgen Becker, Würzburg, Alemanha.

 

Por último, deixamos um manuscrito saítico que acaba com qualquer sombra de dúvida de que as versões das escrituras sagradas mais antigas entendem a Jesus como tendo a qualidade Divina, ou um ser celestial poderoso, não restando base para se entender que o texto diz que Jesus é Deus Jeová. Portanto João 1: 1 não deve seguir a regra de Colwell que é enganosa e equivocada.

Assim, quando a Tradução do Novo Mundo traduz João 1: 1 – por um Deus, não é somente ela e a maioria dos eruditos sinceros concordam com ela.

Portanto Colwell diz que deveria depender do contexto colocar ou não o artigo definido no substantivo predicativo em João 1: 1.

Assim, logo no versículo 2, bem como no restante das escrituras, por exemplo, apocalipse 3: 12.

Para maiores informações, veja A Sentinela 15/09/1975 páginas 557- 560 e A Sentinela 01/07/1976 páginas 414- 416.

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3 comentários sobre “UMA REGRA QUE CONTRIBUI PARA MUITA CONFUSÃO

  1. Lodijanio michell lopes da Silva says:

    Gostaria de um esclarecimento alguns que acredita no arrebatamento usão Mat.24:40 pra afirmar que vão ser levados para o céu,mas o texto não diz pra onde vai ser levado.como explicar esse texto? Obrigado pela atenção.

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    1. Defensor Jw says:

      Em Mateus 24, na aplicação aos “nossos dias”, Jesus está falando sobre 2 coisas diferentes, porém interligadas: (1) A “parousia (presença)” (2) O fim do sistema.
      Por não identificarem esses 2 eventos a cristandade segue em escuridão.

      PAROUSIA (PRESENÇA)
      A chave para o entendimento da “parousia (presença de Cristo)” encontra-se em Mateus 24:37-39, pois esse texto compara a “parousia (presença de Cristo)” ao um tempo de longa duração e não a um evento repentino.
      Comparando os dias de Noé com sua presença Jesus mostrou que essa corresponde ao período entre os “dias anteriores ao dilúvio” até o “dia em que Noé entrou na arca” – Mateus 24:37, 38.
      Em oposição a isso vem a tradução de parousia por “vinda” nas traduções da cristandade. Basta uma pequena pesquisa sobre o uso da palavra na Bíblia para sanar essa questão. (Filipenses 2:12 e 2 Corintios 10:10, 11) – Ver também 1Co 16:17; 2Co 7:6, 7; Fil 1:26.

      FIM DO SISTEMA
      Já o fim do sistema é retratado como sendo o próprio dilúvio, o evento que culminou na destruição dos maus e na salvação dos bons. – Mateus 24:39.
      Interessante é que muitos usam a continuação desse texto para apoiarem a ideia de ARREBATAMENTO instantâneo
      MATEUS 24:40, 41 ENSINA O ARREBATAMENTO?
      “Então, dois estarão no campo, um será levado, e deixado o outro; duas estarão trabalhando num moinho, uma será levada, e deixada a outra.” ALMEIDA
      Visto que estava sendo feita uma comparação com o Dilúvio e a Arca logicamente esse texto indica que simbolicamente alguns seriam “levados” e se salvariam no dia do Dílúvio (= FIM) Nesse caso eles não seriam levados para o CÉU como tentam alegar, mas sim, seriam levados no sentido de que QUEM FOI LEVADO na arca se salvou da destruição, portanto indica que esses seriam salvos enquanto outros seriam “deixados” e acabariam morrendo assim como aconteceu no Dilúvio com os que não entraram na arca e foram “deixados”.- Basta ler o contexto Mateus 24:37-41.

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